06/08/2017

XVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

"(...) Jesus realiza uma transformação momentânea do seu corpo, prefigurando a glória pascal."

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

6 DE AGOSTO

 

1ª leitura: Dn 7,9-10.13-19

2ª leitura: 2Pd 1,16-19

Evangelho: Mt 17,1-9

 

Daniel assiste à manifestação de Deus, juiz e senhor de todos, na imagem do Ancião. Este entrega a realeza a Alguém, chamado “Filho de homem”, constituído Senhor universal. No seu processo diante do sinédrio, Jesus foi perguntado se Ele era o Cristo, o Filho de Deus. Sua resposta foi: “Vereis o Filho do homem sentado à direita do poder e vindo sobre as nuvens do céu”. Ele próprio atribui a si o cumprimento da profecia daquele “filho de homem” que virá como juiz glorioso e senhor da história.

A proclamação que os Apóstolos fazem de Jesus Salvador não se baseia em fábulas ou mitos, mas no testemunho que vem da experiência ocular daqueles que contemplaram a revelação da sua glória e do seu reconhecimento por parte do Pai na hora da transfiguração no monte santo. Esse testemunho confirma a própria Escritura, que, aliás, brilha como lâmpada, na espera do dia em que Cristo virá glorioso, como estrela da manhã, que já está brilhando no coração dos que creem.

Estamos celebrando hoje a transfiguração do nosso Salvador Jesus. Depois de ter anunciado aos discípulos sua futura paixão e morte, procura reforçar a fé daqueles homens abalados por esta profecia, e que entraram em crise pela predição da crucifixão do Mestre. Entre os discípulos que viram Jesus transfigurado, estavam Tiago e João, aqueles dois que um dia pediram a Jesus os primeiros lugares no Reino, imaginando que Jesus seria um Messias glorioso, com muitas honras e vantagens para distribuir entre os seus. Havia no meio do povo essa idéia triunfalista de um Salvador forte e dominador. Mas o que fez Jesus? Em vez de se anunciar como um Messias poderoso e vencedor, fala exatamente o contrário: ele será rejeitado, humilhado, traído e entregue à morte infame da cruz. Os apóstolos ficaram chocados com essas palavras. Hoje Jesus mostra aos discípulos a sua verdade: Ele é de origem divina. É pessoa celeste. O que os discípulos veem no monte é um corpo no qual brilha todo o poder, a onipotência de luz de verdade, caridade, justiça e misericórdia do Pai.

Diante daqueles três apóstolos que estarão com Ele também na agonia do Horto, Jesus realiza uma transformação momentânea do seu corpo, prefigurando a glória pascal. Mais tarde, Ele vai explicar que “era preciso que o Cristo sofresse tudo isso para entrar na sua glória”.

A presença de Moisés e Elias designa a plenitude da revelação divina do Antigo Testamento, ou seja, a Lei e os Profetas, concretizada na encarnação do Verbo e na sua missão na terra. Também o Pai do Céu intervém e do alto proclama que Jesus é o Messias, o seu amado Filho. E por isso os discípulos devem escutar a voz dele, convencendo-se de que as palavras de Jesus são a pura verdade.

Nele o Pai se compraz porque realiza o seu projeto de salvação por meio da morte na cruz; por esse motivo, a humanidade inteira deve escutar Jesus que revela aos discípulos o amor infinito do Pai.

O Senhor transfigurado é um anúncio da glória para a qual Ele deseja conduzir toda a humanidade. É escutando esse Mestre que alcançaremos os bens futuros do Reino.

 

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.


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