03/09/2017

Texto do Pe. Assis, C.Ss.R.

“O Espírito Santo está sobre mim, porque Ele me ungiu para evangelizar os pobres” (Lc 4,18)

Texto do Pe. Assis, C.Ss.R.

Missão, envio para os pobres


O Novo Testamento deixa claro: o enviado de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu pobre, viveu pobre, iniciou o Reino de Deus aqui na Terra entre os pobres, enviou os discípulos na pobreza com meios pobres, e morreu pobre. O Evangelho de Mateus é perpassado por um grande discurso de Jesus que começa com a bem-aventurança: “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino de Deus” (Mt 5,3), e termina identificando-se Jesus com os materialmente pobres: “Eu estava com fome, doente, na prisão e me socorrestes” (Mt 25,35-36).

A Igreja, nos primeiros tempos dos apóstolos, era uma Igreja missionária, marcada pela pobreza. Após a união com o poder civil, o regime foi ficando esquecido e isto durou séculos, embora tenham sempre surgido pessoas e grupos que optaram por uma Igreja pobre e para os pobres. Esse ensinamento começa a reaparecer nas crises sociais do século XIX, com a industrialização e a justiça social, válidos até hoje. Na América Latina, desde Medellín, surgem correntes conscientizadoras que a missão é para os pobres, mas, aqueles que lutavam bravamente nesta direção foram sendo postos para escanteio pelas autoridades eclesiais. Para estas, a luta de classes tornou-se um fantasma: medo do marxismo ateu; consequência: novo arrefecimento. Mas afinal, no presente, a luta de classes é uma gritante realidade; aliás, a história da humanidade tem sido uma constante luta de classes (genial descoberta de Marx). “Um muro divide a humanidade em duas partes: os que têm e os que não têm”. E a Igreja deve tomar partido dos que não têm. Não porque eles o merecem, mas porque estão sofrendo injustamente... E Deus não pode reinar sem lhes fazer justiça. É em Jesus que podemos entender a missão da Igreja: O Espírito Santo está sobre mim, porque Ele me ungiu para evangelizar os pobres” (Lc 4,18).

O Papa Francisco, ecoando o desejo de João XXIII, quer uma Igreja pobre para os pobres, movida sobretudo por um amor compassivo para com estes injustiçados sofredores (como é o amor de Deus revelado em Jesus). O Papa lembra que foi São Francisco de Assis que colocou a pobreza no caminho do Evangelho (não é uma simples ideologia). Para o Papa, é mesmo uma questão de vida ou morte para a Igreja; nas Filipinas, ele acaba de afirmar: os pobres são o centro do Evangelho, o coração do Evangelho; se tiramos os pobres do Evangelho, não poderemos compreender plenamente a mensagem de Jesus.

 

Pe. Jésu Ferreira de Assis C.Ss.R. 

Informativo A Caminho com São Geraldo

– Edição nº 56 Março 2015


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