08/10/2017

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

"Procuremos com coragem produzir frutos para alcançarmos o Reino dos céus."

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

27º DOMINGO DO TEMPO COMUM

8 DE OUTUBRO

 

1ª Leitura: Is 5,1-7

2ª Leitura: Fl 4,6-9

Evangelho: Mt 21,33-43

 

O profeta Isaías nos apresenta o cântico de amor do Senhor por sua vinha, isto é, seu povo e cada um de seus filhos. O povo eleito, representado pela vinha, recebe da parte de Deus cuidados especiais. Mas sua resposta à eleição e à graça é a infidelidade: em vez de produzir frutos de justiça e retidão, comete iniquidade e injustiça. Quem sabe, essa história se repete na vida de cada um de nós, que de Deus recebemos sempre provas de amor infinito e muitas vezes não sabemos agradecer nem retribuir?

Qual é o fruto que o Senhor espera desta vinha, o fruto que espera de nós por todo o amor que nos demonstra? As boas obras, certamente; que nunca nos cansemos de fazer o bem. Mas o verdadeiro fruto, o fruto mais importante a seus olhos é a ação de graças, a gratidão. Ao amor se responde somente com amor, um amor que se exprime através da caridade que nos anima, mas que antes de tudo se manifesta na forma de adoração e agradecimento. “Amarás o Senhor teu Deus, de todo o coração, com toda a tua alma”.

Paulo nos exorta a um abandono sereno nas mãos de Deus, sem angústia nem agitação, mas alimentado pela oração que pede e agradece. Daí nasce a inefável paz de Deus no íntimo do nosso coração. Depois a busca de tudo o que é virtuoso e louvável. Como seguidores de Cristo, somos filhos da luz. Devemos abrir espaço, em nossa mente, a todo pensamento que seja coerente com a verdade e a beleza.

“O que poderia eu ter feito a mais pela minha vinha e não fiz?” Esse lamento de Deus, dirigido àqueles que não produzem bons frutos, revela toda a intensidade do amor de Deus e toda a tragédia do pecado do homem.

É a triste história da nossa civilização secularizada que rejeita Deus em quase todas as instituições civis. E até nas famílias, em quantas delas Jesus é o grande ausente, o personagem exilado de suas vidas? É tempo de voltar a plantar a vinha do Senhor dentro de nossa civilização e de nossas famílias, dentro de nossas vidas mutiladas!

Deus nos colocou neste mundo para produzirmos muitos frutos com o dom da sua graça. Jesus é a videira, nós somos os ramos; se permanecermos unidos a Ele, vamos dar muito fruto. Paulo nos afirma: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

Precisamos descobrir Cristo como pedra angular do edifício de pedras vivas que é a Igreja, na qual fomos introduzidos pelo Batismo. Procuremos com coragem produzir frutos para alcançarmos o Reino dos céus.

O evangelho de hoje é um convite a rever a nossa vida e a perguntar se sabemos perceber tudo quanto o Senhor tem feito por nós, pela Igreja e pela humanidade em geral. A sua bondade é grande como o céu – podemos dizer também com o Salmo. Conseguimos de fato descobrir a Providência de Deus Pai nos fatos de nossa vida?

Entendemos o quanto somos amados e protegidos por Deus, ou Ele é para nós uma figura distante? Somos filhos gratos, reconhecidos, cheios de amor? Somos filhos que não vivem para si mesmos, mas para o Pai e se preocupam com dar frutos para alegrar o coração de Deus?

 

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.


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