29/10/2017

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

"Pois quem não ama a si mesmo, não será capaz de amar ninguém."

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM | ANO A

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM

29 DE OUTUBRO

 

1ª Leitura: Ex 22,20-26

2ª Leitura: 1Ts 1,5c-10

Evangelho: Mt 22,34-40

 

Na primeira leitura, Deus é apresentado como o defensor do pobre, como alguém solícito em ouvir os apelos do necessitado. A antiga lei de Israel continha diversas normas de caráter ético e social para defender as pessoas indefesas, como os imigrados, as viúvas e os órfãos. Essas pessoas, que não têm como se defender, encontram em Deus seu defensor. Trata-se do mesmo Deus que libertou Israel da escravidão do Egito. Agora cabe à comunidade da Aliança comportar-se como o Senhor se tinha comportado para com eles.

Ninguém que se encontre na necessidade deve ser excluído do amor verdadeiro, mesmo porque o próprio Deus se coloca do lado deles. Ele escuta o seu clamor e fará justiça, como fez com o povo hebreu no Egito. O amor se manifesta na acolhida, na solidariedade e na justiça. Amar significa também dar um “basta” a todo comportamento de opressão e maus tratos.

São Paulo nos recorda na segunda leitura que esse amor deve tornar-se visível através do testemunho de nossa vida, porque somente quem coloca Deus no centro de sua vida pode abandonar o caminho do mal e da idolatria. O Apóstolo elogia a comunidade de Tessalônica, porque seu exemplo constitui um formidável veículo à difusão da fé em Jesus. O testemunho vivo de uma comunidade fiel vale mais do que muitas palavras. São Paulo nos convida não só a amar, mas a sermos também exemplos concretos nos ambientes em que vivemos este amor.

“Ama o Senhor e ama teu próximo como a ti mesmo”. Esse é o maior mandamento, essa é a grande revolução que o Evangelho trouxe. Jesus acrescentará que o ideal é amar como Ele amou e amar até os inimigos. Esse é o seu mandamento, a lei nova. E não esqueçamos aquele detalhe importante: “como a ti mesmo”. Pois quem não ama a si mesmo, não será capaz de amar ninguém.

Amar a si mesmo não é fácil, não é fácil aceitar-se; no entanto, este é o primeiro passo necessário e é um passo que conseguiremos dar se nos sentirmos amados por Deus. É preciso amar-se e reconhecer o dom, a preciosidade, o valor que Deus pôs em nós com seu amor.

“Todos nós temos necessidade de muito amor para viver bem” – escreveu o filósofo Maritain. O contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Indiferença quer dizer que você nem vê o outro, para você ele não existe.

E até que limite eu devo amar? Pergunta semelhante à de São Pedro: Quantas vezes devo perdoar? Santo Agostinho responde: “A medida do amor é amar sem medida”. É por isso que Jesus se apresentou como modelo: Amai-vos como eu vos amei. Isto é, amar até o infinito, se fosse possível a nós criaturas.

O amor é fonte de toda alegria. Um amor que não conhece classes ou raças, amor sem fronteiras, amor que não tolera guerras nem divisões. Amor mais forte que a morte.

É preciso aprendermos a viver para os outros. Este é o caminho para sermos cristãos verdadeiros. Então, arrastados por nosso exemplo, os outros farão como nós, aliás, farão melhor do que nós.

Jesus não só nos deu um mandamento, mas infundiu em nossos corações o seu Espírito Santo, que é o Espírito do amor, a força do amor, a alegria do amor. E então tudo se nos torna possível.

 

 

Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R.


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