07/04/2018

II Domingo da Páscoa

FELIZ É AQUELE QUE NÃO VÊ, MAS CRÊ.

II Domingo da Páscoa

Reflexão sobre o 2° Domingo da Páscoa

Ainda enriquecidos com a Graça da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, seguimos guiados pelo Espírito Santo e iluminados pela Palavra, alimentando nossa fé e renovando nossa esperança. A liturgia da Palavra, na leitura de Atos dos Apóstolos, mostra-nos como a comunidade primitiva ia crescendo e se organizando ao redor da fé no Ressuscitado. Já o Evangelho nos mostra a rica experiência testemunhada pelos discípulos, que viram, ouviram e até tocaram em Jesus, mais um sinal de sua divina misericórdia.

O evento pascal trouxe novo alento e novo vigor para a comunidade dos que creram em Jesus. Um novo modo de viver a comunhão com o Ressuscitado, foi-se dando no dia a dia da comunidade, na vida de oração e no cuidado com cada membro desta grande família dos “com Jesus”: aqueles que decidiram viver pautados pela luz da fé e segundo os ensinamentos do Ressuscitado. A comunidade, então, coloca em prática de modo fraterno e eficaz o que aprendera nas andanças com Jesus, que alimentou o faminto, curou o enfermo, animou o desanimado, perdoou o pecador e tantos outros sinais do Reino de Deus realizou. Agora, são os discípulos desta nova comunidade dos crentes no Cristo vivo e Ressuscitado, que vivem a dinâmica do Reino - “um só coração e uma só alma” - vivendo e colocando, em comum, todos os recursos para o bem de todos. Viviam a fraternidade solidária que cria, une e fortalece os laços de uma comunidade.

O Evangelho de João relata a aparição do Ressuscitado aos discípulos, que estavam reunidos de portas fechadas e com medo. Era natural que eles tivessem medo dos judeus, que julgaram, crucificaram e mataram Jesus. Eis que Jesus vivo, presente, “se pôs no meio deles” e os saudou dizendo: “a paz esteja convosco”. E mostrou-lhes as marcas da paixão. A alegria, que lhes fora tirada, agora é devolvida pelo Mestre. Eles acreditam e recebem o Espírito Santo consolador, para testemunharem o amor de Deus e a presença do Ressuscitado através do perdão dos pecados. Mas o evangelho também nos traz um personagem que se tornou símbolo da comunidade, que questiona a Ressurreição de Jesus e exige prova para aceitá-la: Tomé, que não aceitou o testemunho da comunidade para quem Jesus tinha aparecido e comunicado Seu Espírito. Ele não estava com eles naquela santa hora. A narrativa conta que, oito dias depois, na sua divina misericórdia, Jesus ressuscitado permite que Tomé toque em suas chagas. Ele acreditou: “meu Senhor e meu Deus”. Tomé nos ensina esta profissão de fé, e o Mestre Ressuscitado nos ensina que somos todos “bem-aventurados” aos olhos de Jesus, porque cremos sem exigir provas. Cremos porque, guiados pelo Espírito Santo e iluminados pela Palavra, fonte do testemunho da comunidade primitiva, acolhemos a verdade da revelação que nos salva, revigora e nos enche de esperança: Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pe. Anderson Trevenzoli Assireu, CSsR



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