07/07/2018

14º Domingo do Tempo Comum

Crer é aceitar a identidade de Jesus, não obstante a aparência humana ordinária. Esse fato mostra a dificuldade de compreender a grandeza da Encarnação.

14º Domingo do Tempo Comum

As leituras deste domingo nos falam das dificuldades que enfrenta o mensageiro de Deus quando cumpre sua missão de anunciar a verdade. A Bíblia mostra quanto sofrimento, quanta oposição todo profeta deve suportar para transmitir ao mundo a palavra do Senhor. Na primeira leitura se trata de Ezequiel, chamado por Deus para levar o povo a se converter da sua infidelidade. Ele deve anunciar àquele povo rebelde o tremendo castigo que o espera se não atender ao apelo daquele que fala em nome de Deus.
Em seguida, ouvimos Paulo, o apóstolo das nações, que se lamenta das dificuldades encontradas no seu ministério. Mas recebendo a resposta de Deus, percebe que não está sozinho e ganha confiança na graça divina, a ponto de exclamar: “Quando me sinto fraco, é então que sou forte.” As adversidades o ajudam a se manter humilde e a esperar tudo do Senhor que o envia a evangelizar. Sabe que Deus está a seu lado como um valente protetor.
Precisamos também nós assumir essa mesma atitude, quando somos tentados a desanimar diante das inevitáveis dificuldades. Deus nos dará a força necessária, porque a obra em que trabalhamos é dele.
Os conterrâneos de Jesus, que o conheciam como “ o filho de Maria” e “o carpinteiro” que vivia no meio deles, em vez de acolhê-lo, se escandalizam por causa dele. A familiaridade no plano humano dificulta ir além das aparências e abrir-se à dimensão divina. Os milagres de Jesus não são uma exibição de poder, mas sinais do amor de Deus, que atua lá onde encontra a fé da pessoa. 
Jesus se admira da falta de fé deles. Como é possível que não reconheçam a luz da Verdade? Por que não se abrem à bondade de Deus? Jesus é a manifestação de Deus na terra e enquanto esperamos sempre outros sinais, não percebemos que o verdadeiro sinal é Ele, é Ele o maior milagre do universo: todo o amor de Deus encerrado em um coração humano, naquele rosto humano de Deus. 
É sempre a incredulidade o grande obstáculo à salvação e à eficácia da presença e da obra de Cristo. Sem a fé até o milagre não pode acontecer. Crer é aceitar a identidade de Jesus, não obstante a aparência humana ordinária. Esse fato mostra a dificuldade de compreender a grandeza da Encarnação.
O Senhor inclinou os céus e desceu no meio da humanidade para viver a vida comum a todos nós, afim de conduzir-nos de volta para casa, no próprio coração da Trindade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Autor: José Raimundo Vidigal,C.Ss.R

 

 


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