08/09/2018

23º Domingo do Tempo Comum

O evangelho conta a história do surdo-mudo que não consegue falar, que custa a relacionar-se. A este Jesus dá a capacidade de ouvir e, portanto, de poder falar.

23º Domingo do Tempo Comum
1ª Leitura: Is 35,4-7a
2ª Leitura: Tg 2,1-5
Evangelho: Mc 7,31-37
 
O profeta Isaías consola o povo que leva uma vida dura vivendo no exílio e na escravidão. Por sua fidelidade, Deus vai realizar grandes maravilhas e lhe dará a libertação que será para sempre. O texto nos faz pensar no início da criação quando tudo era belo e florido; depois veio o tempo em que reinou o deserto, mas o Senhor, generoso e fiel para com seu povo, faz o mundo reflorescer tornando-o maravilhoso para o homem, pois este O havia reconhecido como seu único Deus.
 
Tiago convida os irmãos a não fazer discriminações e explica como devem ser as assembleias dos cristãos. Ricos e pobres sejam tratados de modo igual sem privilégio para uns nem humilhação para outros. Essa recomendação tinha sentido, porque no paganismo a pessoa era considerada segundo suas posses. Mas o cristão deve tratar os outros conforme são no profundo do seu coração, isto é, todos filhos do mesmo Pai.
 
Se alguém deve ter privilégio, diz Tiago, deve ser o pobre, o fraco, o miserável: os últimos devem ser postos nos primeiros lugares. Só assim a comunidade demonstra que segue a palavra de Jesus que, na sua vida terrena, sempre lhes deu preferência. Tiago nos questiona sobre nossas discriminações: quantas vezes nos deixamos atrair pela aparência, pela elegância da roupa, por uma boa conversa, pelo conforto, pelo desejo de possuir aquilo que os outros têm, de subir um degrau na escala social, e nos esquecemos de olhar nos olhos o irmão para perceber os sentimentos de seu coração!
 
O evangelho conta a história do surdo-mudo que não consegue falar, que custa a relacionar-se, estando destinado a ficar fechado ao mundo externo; a este Jesus dá a capacidade de ouvir e, portanto, de poder falar.
 
A palavra pronunciada por Jesus, “éfeta”, abre-te, e os gestos que faz nos lembram o rito do batismo que se conclui com a oração: “O Senhor Jesus, que fez os surdos ouvir e os mudos falar, te conceda que logo possas ouvir sua Palavra e professar tua fé, para louvor e glória de Deus Pai”.
 
O tema da escuta reaparece na Bíblia toda. No Antigo Testamento Deus faz preceder seus mandamentos escritos nas tábuas da lei com as palavras “Ouve, Israel!” Reabrir o ouvido e desatar os nós da língua são sim um milagre, mas são sobretudo sinais do dom batismal que transforma o homem em filho de Deus e que através da escuta aprende a professar o anúncio da salvação trazida por Jesus.
 
Ser surdo, na Bíblia, significa não acolher a mensagem de salvação de Deus e esta falha é muitas vezes objeto de repreensão divina. Também nós, envolvidos em mil afazeres, rodeados de barulho e de opiniões, custamos a escutar o desejo profundo de sentido que trazemos no coração e penamos para entrar em diálogo com Deus. Quantas vezes em família, no trabalho, nas várias atividades que nos ocupam nos sentimos na mesma dificuldade de escutar o outro, preocupados como estamos com nossos pensamentos e nossas ideias preconcebidas!

Autor: José Raimundo Vidigal,C.Ss.R


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