13/04/2019

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

"Bendito o que vem em nome do Senhor!"

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
1ª Leitura: Is 50,4-7
2ª Leitura: Fl 2,6-11
Evangelho: Lc 22,14-23,56
 
O Servo de que fala Isaías é um personagem misterioso que não percorre, como se esperava do Messias, o caminho do triunfo e do juízo, mas o do sofrimento e da doação da própria vida. É exemplo de docilidade, de escuta da Palavra e de obediência à vontade divina. Seu destino é trágico: ele enfrenta os flagelos, desprezo e zombaria. Contudo não se revolta, não desanima. Tem a certeza de cumprir um desígnio, uma missão de salvação. Pela sua fidelidade às ordens de Deus é perseguido, torturado, insultado, e submetido aos mais humilhantes ultrajes. Ele não opõe resistência, mas continua firme apoiando-se em Deus que o assiste, sabendo que não ficará desiludido. Porque justamente é por causa de Deus que está sofrendo. No meio dos sofrimentos mais atrozes, o Servo experimenta o socorro de Deus, que se revela mais forte que a dor. Enfim, justamente por ter sofrido, ele sabe confortar seus irmãos.
 
Neste hino cristológico, Paulo ilustra o tema central da Encarnação: É através da sua humilhação que Jesus alcança a glória. O primeiro Adão, movido pelo orgulho, quis tornar-se semelhante a Deus e adotou a postura de um filho desobediente. Jesus, o novo Adão, tem a humildade de descer do céu para se fazer homem e seguir o caminho da obediência até a morte, e morte na cruz.
 
O comportamento de Cristo é muito diferente do nosso, pois enquanto filhos de Adão, queremos nos elevar até a Divindade confiando em nossos merecimentos. Cristo, ao contrário, manifesta sua divindade recusando a vontade de poder e de domínio, abraçando o caminho da renúncia, da pobreza e da cruz: sendo Deus, se faz servo, tomando forma humana e obedecendo ao Pai até a morte. Diante desse mistério de amor e doação, todo joelho se dobra e com imensa gratidão proclama que Jesus é o Senhor, o Salvador do mundo.
 
A liturgia do Domingo de Ramos nos faz reviver uma dupla realidade: o dia em que a multidão acolhe, aclama e reconhece Jesus como “aquele que vem em nome do Senhor” e o dia em que, por causa do pecado da humanidade, os inimigos, as autoridades e o próprio povo o condenam à morte.
 
É importante saber reconhecer e aclamar o Salvador, como as multidões de Jerusalém. É o momento da fé, do louvor, da alegria que Jesus aceita reconhecido. Mas porque somos fracos, devemos intensificar esses momentos de proximidade, de experiência de fé no Senhor. Para que, quando vierem os tempos da tentação e do pecado, não fiquemos longe do Senhor, mas como Pedro e os outros apóstolos, voltemos a exprimir nosso amor ao Senhor com humildade, e com uma adesão ainda maior e com um testemunho expresso não só com palavras, mas com a vida.
 

Meditando a Paixão do Senhor, podemos pensar como São Paulo: “A tal ponto Ele me amou e se entregou por mim!” Na cruz Jesus vive a sua plena doação pela salvação de todos nós. Eis o nosso compromisso nesta semana: queremos contemplar o rosto de Cristo sofredor, meditar no seu amor infinito (“não existe amor maior do que dar a própria vida”), lembrar o significado da redenção e da salvação para toda a humanidade e para cada pessoa em particular. Queremos considerar a Paixão de Cristo que continua hoje naqueles que, inocentes, sofrem e morrem: é o mistério do pecado da humanidade que produz todo este mal. São eles que esperam nossa caridade para caminharem rumo à ressurreição, a saber, a possibilidade de vida plena, a dignidade humana, a fraternidade e a paz. 

 

 


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Autor: Pe. José Raimundo Vidigal, C.Ss.R

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